quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

How I fell right now:















































































quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

He´s just not that into you

Li o livro, vi o filme e pensei, ah senso comum, toda a gente pensa assim.
Mas a verdade é que não creio no velho preconceito de que os homens são todos iguais, eu não creio em raciocínios indutivos e ponto final. What about the exception? E sim o Greg também nos fala disso no livro e principalmente no filme, aliás o filme por estranho que pareça tem um final feliz, a tal excepção à regra, tratada como coisa rara.
Porque é que temos que ser tão lineares quanto ao género masculino? Ou quanto ao feminino? As mulheres são a emoção ambulante, desprovidas de racionalidade e os homens a luxúria ambulante desprovidos de, ou com muito pouca emoção, all bullsheet, perdoem-me a expressão. A essência que sempre tentámos definir, filósofos, antropólogos e outros que tanto, é a do ser humano, que é o que todos somos independentemente do género a que pertencemos.
A mulher interpreta sinais, so do guys. A mulher tem medo de se magoar, guys feels less because they have more. Estamos todos a viver sob as mesmas condicionantes humanas, todos amamos, todos choramos, todos tememos,...
É que o enredo da história acaba por ser redutor para os próprios homens, apresentados como criaturas tão simples e desprovidas de tudo e mais alguma coisa. Somos complexas meninas? So what? A complexidade aumenta o desafio, a descoberta do enigma, o desvelamento do mistério. Às pessoas simples e comuns eu digo olá e adeus muito rápido, sou uma criança eterna, gosto é de jogos de pistas e caças ao tesouro (vê-se pela minha profissão), se percebo logo o fim da história, a história perde o interesse, se assim não fosse andávamos todos a começar a leitura pelo fim do livro.
Pois eu conheço muitas excepções à regra até porque o homem perfeito descrito no livro não é de todo o meu homem ideal, parece-me meio chato e inconveniente, se ele não te liga he´s not that into you, e se me liga a toda a hora não é perfeito é chato e inseguro; se ele não se quer casar contigo he´s not that into you, quem disse que eu me quero casar? Se ele não tem tempo para ti todos os dias he´s not that into you, não sou eu que lhe pago o ordenado isto deve ser nos países em que o pessoal trabalha a part-time não?
Ainda por cima acho piada que o sábio Greg possa falar em nome de todos os homens, reduzindo-os a quê? Clones uns dos outros? Aposto que se eu me pusesse para aqui a falar em nome de todas as mulheres sofreria algumas represálias, era processada ou internada, nem toda a gente entende a loucura alheia, ou a lucidez alheia depende do ponto de vista. Umas chamar-me iam sábia, outras cabra, enfim….Somos tratadas no livro como um bando de desesperadas, but maybe this time I´m the one who´s not that into him.

Sim,eu também tenho medo...


É relativamente fácil ler o medo nos olhares alheios. Nas expressões faciais e até mesmo nos gestos ou na hesitação deles.
O medo é a nossa maior desvantagem enquanto seres humanos, ao menos para os animais irracionais o medo serve como propulsor para o ataque em nome de um motivo maior que é o da sobrevivência. O animal se ataca é porque tem medo, já nós quando temos medo paralisamos, acobardamo-nos em vez de mergulharmos nele de modo a superá-lo. Por alguma razão muitos dos heróis mitológicos eram semi-divinos, há uma descrença colossal na virtude da coragem humana e o senso comum costuma vê-la erradamente como ausência de medo e não como superação do medo.
Quando percepciono o medo nos olhos de alguém percebo que estou em vantagem, porque sei que nem todos o enfrentam como eu, a maioria foge dele e é eternamente perseguida por ele. Tenho medo de quase tudo a que se refere à vida e a viver, mas recuso-me a sobreviver, escondendo-me da dor e do sofrimento, vivo porque sinto em pleno todos estes sentimentos, estes e os outros, os bons, porque sem uns não saberia nunca o que é sentir os outros, e é esta oscilação entre o bom e o mau a que chamamos de vida. Existe o bom que se torna mau e males que vêm por bem, a utilidade da razão é precisamente a de realizar essa filtragem, essa censura de modo a discernimos uns dos outros, o que nem sempre é possível.
Quando percebo o medo nos olhos de um outro e a vontade de fuga dele, percebo como estou tão mais viva do que os demais, mesmo tendo plena consciência de que muitas das minhas escolhas e acções me trarão alguma tristeza e sofrimento, jamais me deixarei paralisar pelo medo, jamais desistirei antes do fim de um percurso, mesmo ignorando qual a meta onde me leva. Jamais desistirei por medo de…

terça-feira, 16 de Junho de 2009

Saudade



A saudade é como o vento. Se sopra forte numa noite fria de Inverno, dói, é gélido e assustador. Mas quando se espalha em forma de brisa marinha numa noite quente de Verão deixa-nos um gostinho de “quero mais”. Assim é a saudade, sentimento universal mas só expressado lusitanamente. Esta palavra acarreta consigo um significado muito mais amplo do que um I miss you. A saudade é intemporal, ela é passado que se sente no presente e se prevê no futuro. Não é só tristeza, só nostalgia que a caracteriza, a saudade tem qualquer coisa da alegria lusitana. Saudade soa-me a sentimento cantado e uma canção pode ser triste mas o acto de cantar é sempre algo que traz consigo algum tipo de alegria, de libertação, de prazer. A saudade contêm em si um gostinho de esperança…A saudade é o desejo da coisa amada, tornado dolorido pela ausência, afirmou o nosso rei D.Duarte. A saudade nasceria então do amor e da ausência ou como em Teixeira de Pascoaes do desejo e da lembrança, definição que muito me apraz, é a lembrança e a esperança casadas e excedidas num além de misteriosa ansiedade. Não é contornável, não é como uma condicionante humana é mais como um determinismo que caracteriza a essência da humanidade tal como a liberdade. Saudade é dor que sufoca o coração e alegra a alma. Saudade é presença do ausente, é lembrança do bem-querer, um doce convívio com a distância, uma alegre e agradável tristeza do ver-não-vendo, do amar sem o objecto do amor...A sua etimologia é tão misteriosa quanto o sentimento que ela descreve, um misto de alegria e tristeza, de suplício e esperança, de desespero e ansiedade. Uma solidão acompanhada da lembrança incontornável do amor. Um misterioso perigo pois quando se mergulha no mar da saudade dificilmente se sai dele, como remar contra a maré, o melhor é senti-la em plenitude, deixá-la fluir até se esgotar, chorar e rir com ela. Eu flutuo no mar da saudade na expectativa de alcançar uma visão celestial, como quando estou sobre as ondas.

quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Quando danço...

Quando danço acontece um paradoxo, saio fora de mim e encontro o meu eu mais profundo e genuíno. Quando danço sou totalmente eu, alienada de toda realidade que me é exterior, embrenhada no meu mundo de sonhos, aquele que eu construí para mim na esperança de um dia poder actualizá-lo nesta realidade. Quando danço fujo da ordem da realidade moral onde vivo e afundo-me numa imensidão caótica, que me transcende e completa em simultâneo. Quando danço sinto, não penso, sinto que tudo está ao alcance dos meus desejos e das minhas vontades. Quando danço divinizo-me. Quando danço eternizo-me. Quando danço sou absolutamente livre e plena. Quando danço o meu propósito não é chegar a determinado lugar. É aproveitar cada passo do caminho. A dança é música feita visível e a vida sem música é um erro.

"Eu só poderia acreditar num deus que soubesse dançar.
Aprendi a andar; desde então, deixo-me correr.
Aprendi a voar, desde então não preciso
mais que me empurrem para mudar de lugar.
Agora sou leve, agora eu vôo...
Agora um deus dança em mim."

F. Nietzsche, Assim falava Zaratustra

quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Eu artista? E esta hein?

Estava eu muito sábia a definir o que é um artista e a enumerar as condições fundamentais para se considerar alguém como criador de obras de arte quando uma miúda me diz com toda a sua sageza de adolescente: - Ó stôra eu topo logo os artistas pela cara, são aqueles que têm mesmo cara de gente das artes sabe? -E eu a pensar cá para mim, será que os filósofos também têm mesmo ar de loucos como se diz por aí? Entretanto continuei a minha sábia explicação acerca do processo de criação artística e sempre a afirmar eu percebo disto porque sou grande crítica e apreciadora das mais variadas formas de arte mas de artista não tenho nada, eu só percebo da teoria quanto à prática deixo-a para os senhores da criatividade. Sem esperar sou mais uma vez interrompida pela curiosidade típica da adolescência que me questiona: - então mas a stôra considera-se filósofa? -E eu sempre com a mesma resposta na ponta da língua digo: -claro que sim, se os licenciados em biologia são biólogos, os de psicologia psicólogos e por aí fora porque não haveria eu de ser filósofa? E respondem-me: -então e não é artista porquê? Os filósofos não são artistas? Os ensaios filosóficos não são uma obra de arte?
E agora resposta para isto? Eu não tenho. Aceitam-se sugestões. Nunca tinha olhado para a filosofia através da perspectiva artística, limitei-me sempre a olhar para a arte através da perspectiva filosófica, a estética. E esta hein?

segunda-feira, 30 de Março de 2009

Ainda

Estou a transbordar de emoções. Elas transcendem-me e são imanentes em simultâneo, desconheço a sua origem, se de dentro para fora ou de fora para dentro.
Tudo me aparece a preto e branco, por vezes a realidade parece cinza feita de vultos que me assombram.
Subitamente consigo vislumbrar rasgos de cor, mas rapidamente se desvanecem como fumo e tudo retorna ao cinzento. Sonho com a vida branca como as nuvens com sabor a algodão doce e imagino a realidade colorida com as sete cores que nascem da chuva e do sol. Acordo deste sonho com o estremecer dos trovões e o uivo do vento, o meu olhar embacia-se e tudo se torna opaco, a realidade cinza volta.
A tua imagem transforma-se em fumo, a voz em vento, ainda a ouço ao longe, está longe mas ainda a ouço. O sabor agora é transparente como água, já não me lembro dele, só recordo a sensação de frescura que me acalenta o corpo, como um chá de hortelã bem quente numa noite fria de Inverno. O teu toque foge-me da memória como a areia das mãos quando a quero agarrar. Mas o teu aroma, esse permanece entranhado na minha alma, tal como sinto a brisa marinha mesmo estando o mar longe, tão longe de mim.
Ainda, sim ainda estou a transbordar de emoções.

domingo, 29 de Março de 2009

Tempo, inimigo eterno


Chronos, inimigo eterno (e note-se aqui que eterno tem o mesmo sentido de intemporal, ironia do destino).

Ainda outro dia alguém me disse que eu tinha um grave problema com o tempo.E tenho!O tempo tudo devora, Chronos até os próprios filhos devorou com medo de ser destronado.Ah Zeus como gostaria de conseguir seguir-te o exemplo! Há alguma gruta onde me possa esconder? Odeio tempo e tempos. Às vezes gostaria de ter mais tempo, ele foge-me das mãos como areia, outras há em que teima em ser demasiado, que angústia ter que esperar, que desespero não poder antecipar!Se alguém se lembrar de algo positivo que o tempo nos traga diga. E essa do tempo cura tudo não vale porque é facilmente refutável. O tempo não cura coisíssima nenhuma, ele apenas adormece as dores e as misérias ou seja piora-as porque quando elas voltam depois de terem descansado, retornam com mais força. O tempo é como um analgésico, é uma droga autêntica, remove a dor por uns tempos mas a doença só piora e quando o organismo já viciado deixa de responder, desesperamos à procura da cura. Oxalá não seja tarde demais. Ainda por cima é indestrutível porque é intuição apriori, não foi criado por nós não há como destruí-lo. Já lá está quando nascemos, dentro e fora de nós à espera para nos devorar, intuição despótica esta! Dá tempo ao tempo? E a mim o que me dá ele? Haja paciência!

sábado, 21 de Março de 2009

Welcome Ostara



E chega a Primavera! É o despertar da natureza que sai do seu repouso de Inverno e traz um renascer, uma renovação que invade a vida vegetal e animal. Para nós, humanos, também é um tempo de recarregar as energias, absorver a força da natureza, revigorar e rejuvenescer.
Povos antigos realizavam rituais a cada mudança de ciclo da natureza, ou seja, a cada mudança de estação. E os rituais de Primavera eram valorizados por celebrarem a fertilidade, para marcar o início de um período de abundância e generosidade da Mãe Natureza.
Nessa época, no Equinócio da Primavera, povos antigos da Europa celebravam rituais em homenagem à deusa Eostar, também chamada Eostre, Ostara ou Esther - a deusa que presidia o nascimento da Primavera e o despertar da vida na Terra.
O ritual do Equinócio da Primavera também recebia vários nomes, como Sabbat do Equinócio da Primavera, Sabbat do Equinócio Vernal, Festival das Árvores, Ostara e Rito de Eostre. Era essencialmente um rito de fertilidade. A deusa Eostre era simbolizada segurando um ovo na mão e observando um coelho saltando a seus pés.
Pela primeira vez no ano o dia e a noite se fazem iguais. É, portanto, uma data de equilíbrio e reflexão. Os dias escuros terminam, e a terra está pronta para ser plantada. É quando o Deus e Deusa se apaixonam, e deixam de ser mãe e filho. Nessa data, a semente da vida é semeada no ventre da Deusa, a Donzela revigorada e cheia de vida e alegria.
Ostara é o Festival em homenagem à Deusa Oster, senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o coelho. Foi desse antigo festival que teve origem a Páscoa.
Os celtas realizavam no Equinócio de Primavera o ritual de Ostara - que marcava o ponto nodal no giro da roda do ano, quando o poder da luz começa a ganhar ascendência sobre o poder das trevas. Uma simbologia interessante, pois em Ostara, a duração da noite e do dia são iguais. A luz começa a vencer a escuridão e a partir daí o dia terá maior duração que a noite, inspirando a reprodução das criaturas na Terra e marcando o início de uma época propícia para iniciar, agir e semear. O ritual marcava o início do plantio, tanto físico como espiritual.


Já que se celebra o desabrochar das flores, o renascimento da natureza , aproveitemos todos esta época de fertilidade para nos renovarmos, para nos reinventarmos.É agora que se devem semear os nossos desejos para mais tarde podermos colher os frutos da realização dos mesmos.

May Ostara bring joy and easiness into your lives,may her fertility be passed over to you and may your dreams, ideas, wishes, plans ripen and bear new fruits.
May the loveliness of spring open your hearts and may you understand the beauty of being and take it in.Full of strength and new energy you shall walk into the brightness of the awakening spring and you shall leave the darkness of the past time behind.Let go all former burdens and get rid of the ballast still hindering you.Free and with new strength your feet shall carry you towards dawn.
May Ostara bless you all :)

segunda-feira, 9 de Março de 2009

Dia da Mulher


Acabámos de passar por mais um dia temático, como eu odeio dias temáticos! Porque raio tem de haver um dia da mulher? Não há um dia do homem já repararam? As mulheres que celebram este dia deviam ter vergonha! Parece que precisamos de um dia para nos emanciparmos, pensei que a emancipação feminina fosse coisa do passado, que essa questão já nem se colocava nos dias de hoje, mas pelos vistos enganei-me. As mulheres que reconhecem o dia da mulher só estão a manifestar a sua dependência e insegurança, coitadinhas são tão inferiores e discriminadas vamos lá dar-lhes um dia para se sentirem importantes.No Oriente ainda acredito que possa ter alguma relevância, mas nós até já temos um canal de TV só nosso, LOL. Women shame on you :(